Artistas

Criolo

É uma das principais revelações da MPB de 2011, consagrado em suas apresentações cheias de afrobeats, sambas, raps, reggaes e poesia. Mas sua estrada é longa. Está no hip hop desde 1989, lançou seu primeiro disco em 2006 e fundou a Rinha dos MCs para batalhas de freestyle. No ano passado, veio o segundo disco e sua lírica ganhou o acompanhamento de guitarra, baixo, piano e trompete. “Nó na Orelha”, produzido por Daniel Ganjaman, coloca MPB, funk, soul e blues na trilha no rap. Do álbum vieram os hits “Não existe amor em SP” e “Subirusdoistiozin”. O resto da história você já sabe. Ele é nome do momento, cantado por Chico Buarque e Caetano e saudado pela periferia.

Emicida

“A rua é nóis e nunca vai deixar de ser”. Este é o lema de Emicida, o rei das batalhas de rimas e convidado de Criolo nos dias 16 e 17. Começou cantando no coro da igreja até que hip hop cruzou sua vida. Do freestyle, se tornou mestre. E no melhor esquema “faça você mesmo”começou a gravar suas mixtapes e vendê-las pela internet. Montou sua produtora Laboratório Fantasma para amplificar sua voz. Deu certo. É um dos grandes talentos do rap e já levou seu ritmo até o Coachella, um dos principais festivais de música do momento.

Rodrigo Campos

Das rodas de samba do bairro de São Mateus, de São Paulo, vem o segundo convidado de Criolo. Cavaquinista, violonista, percussionista e compositor, Rodrigo é acima de tudo um cronista. E as histórias que vê se transformam em canção. E sua canções, no disco “São Mateus Não É um Lugar Assim Tão Longe”. Seu álbum de estreia, lançado em 2011, é a cara do novo samba paulista. Rodrigo Campos se apresenta no dia 15 ao lado de Criolo e Emicida

Cézar Mendes

Músico, compositor e violonista, Cézar Mendes é de Santo Amaro da Purificação, na Bahia. Um gênio das cordas, parceiro de Caetano Veloso em “Aquele frevo axé “ e “Tiranizar”. também um dos autores de “Carnalismo”, dos Tribalistas. Com seu sotaque do Recôncavo Baiano, é convidado de Criolo no dia 16, ao lado de Emicida

Gaby Amarantos

Ela é a diva do Pará, irreverente, criativa e uma das musas do tecnobrega. Uma das maiores novidades da cena musical brasileira, estourando na internet, na televisão e nas pistas de dança com o tecnobrega, o carimbó eletrônico e o novo som dançante de Belém do Pará. Todo mundo quer dançar “Hoje eu tô Solteira” e “Xirley”, músicas do seu disco “Treme”. Nascida e criada na periferia de Belém, Gaby canta desde os 15 anos. Em 2002, misturou os riffs acelerados de guitarra brega tradicional com a adição de batidas eletrônicas e fundou a banda Tecno Show, Em 2009, Gaby saiu da banda para carreira sua carreira solo. E parece que seu “café coado na calcinha” deu jeito. Todo mundo só quer saber dela.

NINA BECKER

Se Nina Becker não cantasse, seria um pecado. Sua voz doce já lhe rendou até um prêmio da APCA. Mas a moça ganhava a vida como diretora de arte até que entrou para a big band Orquestra Imperial. Foi quando o Brasil se hipnotizou pela cantora. Em 2010 lançou não um, mas dois álbuns autorais: ”Azul” , cheio de doces canções e “Vermelho” de ruído e improviso. Entre os dois, ficamos com os dois.

LIA SOPHIA


Ela nasceu na Guiana Francesa, aos dois anos de idade foi para o Macapá e aos 17, para Belém. Fez parte de um coro de igreja. A mãe foi cantora de rádio. Essa geografia e história encheu a vida de Lia de música: do gospel ao brega, do bolero ao zouk, merengue, carimbó e marabaixo, música popular brasileira. Misture tudo e você tem um dos grandes talentos da nova geração.

DJ Dolores

DJ Dolores é de Sergipe, mas o ponto de partida de sua carreira foi o Recife. De lá, o DJ traçou rotas para o mundo todo. Um dos grandes expoentes da música eletrônica brasileira, que ganhou ritmos regionais. Nordestino e internacional, o compositor e produtor pernambucano DJ Dolores traz ao Rio de Janeiro o seu som feito de beats e timbres vigorosos que integram o eletrônico e o acústico, o regional e também o universal. Tem três discos lançados, que misturam miami bass, funk carioca, brega, ciranda, tudo junto misturado.

Robertinho de Recife

Ele é um dos maiores guitarristas e músicos brasileiros – produtor, compositor, instrumentista e arranjador. Começou cedo, aos 10 anos e aos 12, já era considerado um prodígio na guitarra. Nos anos 60 já acompanhava músicos da Jovem Guarda, depois foi tocar nos Estados Unidos. Na volta, integrou bandas de Jane Duboc, Cauby Peixoto, Hermeto Pascoal, Geraldo Azevedo, Zé Ramalho e Fagner. Em sua carreira solo,fez que vão do hard rock à música infantil. Atualmente, foca sua energia em seu trabalho como produtor musical.

Jorge Mautner

Ele é poeta, escritor, compositor, cantor, violinista, pianista e bandolinista. Mais do que isso: é um pensador, uma figura ímpar de nossa música, uma referência. Como ele se define: “Eu que sei tudo sabendo menos que os outros.” Como compositor, marcou com canções como “Maracatu atômico”, sucesso na gravação de Gilberto Gil e de Chico Science & Nação Zumbi, e “Vampiro”, cantada por Caetano Veloso em “Cinema Transcedental”. Com Caetano, também, ganhou o Grammy Latino, pelo disco “Eu não peço desculpa”.

Chico César


Do sertão paraibano vem o cantor e compositor. Aos 16 anos, ele se mudou de Catalé do Rocha para a capital João Pessoa para estudar jornalismo, se envolveu com poesia e, quando chegou a São Paulo – aos 21 – sua vida já tinha sido seqüestrada pela música. Se apresentava em casas noturnas na cidade e estourou com a canção “Mama África”, do disco “Cuscuz-Clã”. Em seu último disco, misturou xote com reggae, forró com ska, orquestras de metais de Pernambuco com a guitarra baiana dos trios elétricos da Salvador dos anos 70.

Luciano


Um dos mais importantes cantores e compositores da música jamaicana atual, lança discos desde 1993. Nasceu em Davey Town como Jepther McClymont, onde começou a cantar em igrejas. Mudou-se logo para Kingston onde começou a cantar e se apresentar profissionalmente. Produz um reggae com influências de R&B e rock com letras altamente espirituais.

Moreno Veloso


Moreno Veloso é um dos nomes mais importantes da sua geração e está em constante transformação. Ultimamente, ele tem concentrado o seu trabalho de produtor nas interseções Nos palcos, entre seus muitos projetos, canta na Orquestra Imperial e é – integrante do trio +2, ao lado de Kassin e Domenico Lancelotti. Com o trio lançou três discos, entre eles “Máquina de Escrever Música” (Moreno + 2), com composições próprias, que já foram cantadas por artistas como Adriana Calcanhotto, Roberta Sá e Caetano.

Luis Filipe de Lima

Nas rodas de choro e de samba no Rio de Janeiro ele começou a traçar sua história musical. Seu instrumento é o violão de 7 cordas e com ele, acompanhou sambistas como Ivone Lara, Beth Carvalho, Martinho da Vila e Monarco, entre muitos outros bambas. No choro, já esteve ao lado de Pedro Amorim, Henrique Cazes. Também é diretor de musicais.

Pedro Miranda


O samba está sempre renascendo e da nova geração, Pedro é destaque. É um daqueles músicos que se formou na boemia da Lapa, Fundou e participou por mais de dez anos do Grupo Semente, é parceiro de c Teresa Cristina e músico do Cordão do Boitatá. Lançou recentemente seu segundo álbum solo, “ Pimenteira”. Para Caetano Veloso, o disco é considero Pimenteira “um evento especial em nossa música”